segunda-feira, 1 de junho de 2009

PRIMEIRA TENTATIVA DE ENSINO OFICIAL DO ESPIRITISMO

Melhor dizer "talvez a primeira"; pois, sempre se encontra uma anterior.
Uma proposição foi apresentada durante a primeira legislatura das câmaras constituintes da república espanhola (I República), pelos espíritas que se elegeram deputado: José Navarette, Anastasio Gracia Lopez, Luis F. Benitez de Lugo, Manuel Corchado e Mamés Redondo Franco, defendida com eloquencia pelo primeiro. Tratava-se de declarar que o estudo do espiritismo passaria a fazer parte do ensino secundário universitário. A dissolução das Câmaras abortou esse importante movimento. Vale lembrar que a I República Espanhola durou do início de 1873 até o final de 1874, quando foi extinta por um pronunciamiento do General Martinez Campos, que restaurou os Bourbons. A II República, proclamada já na década de 30 do século XX, durou um pouco mais, tendo também sido extinta por um pronunciamiento, dessa vez do General Franco, que, após aquela sangrenta guerra civil, novamente restaurou os Bourbons.

Eis o programa defendido pelo deputado Navarette:

PROGRAMA DE UM CURSO ELEMENTAR DE ESPIRITISMO

Prolegômenos - Noções de cosmologia e antropologia
Tratados sumários:
1o. Pluralidade dos mundos habitáveis e habitados - Cosmografia comparada
2o. Conceito de Espírito - Vida livre - Encarnações
3o. Teoria do progresso - Progresso universal indefinido
4o. Fundamentos da Filosofia, da Moral e da Religiao - Sintese Espírita
5o. Ideal social humano
6o. Espiritismo experimental - Magnetismo, sonambulismo lúcido, fenômenos espontâneos e sistemas de comunicação com o mundo invisível.


Fonte: CONGRÈS INTERNATIONAL SPIRITE DE BARCELONE, 1888
Résumé publié sous la direction du Presidente de la Comission Permanente,
M. Torres Solanot;
Librairie des Sciences Psychologiques; Paris; 1889
http://gallica.bnf.fr/

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